Plágio é crime!

domingo, 3 de julho de 2011

A vida num ápice

Se a palavra louco sempre teve um tom juncoso, os dedos que escrevem estas poucas linhas não passam de mais um pedaço de escarna, e não representam mais do que uma simples mente que não consegue ver o mundo concreto, mas sim o mundo que criou por ele próprio, na sua perturbada mas fiel mente, que cria um mundo à sua medida, que o protege contra qualquer tipo de ameaça vinda do mundo real.
Se Freud viu para lá dos que os olhos conseguem ver, eu vejo só o que a mente me permite, o que a sociedade me impinge, nunca me permitindo ser um visionário mas sim um parasita inegável aos olhos daqueles que louvo como sendo Deus.
Se nasci para ser louco, que não seja louco atrás de uma camisa de forças, ou atrás das grades da realidade.
Se quando somos crianças construímos um mundo só nosso, onde mais ninguém entra, onde nós somos donos de todo o mundo, eu nunca deixei esse mundo, onde a fieldade é mais importante que a sanidade, onde os grandes morrem grandes, e os pobres de espírito morrem podres na sua ignorância que implementaram enquanto eram gente e conseguiam viver, sem a decadência do envelhecimento celular.
Se sou humano sou louco!

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