Hoje sinto me fora da realidade, talvez seja por o ligeiro tom de álcool que me corre no sangue, talvez seja a minha mente a pedir mudança, ou o revelar de algo completamente obsceno.
O Diabo tomou conta de mim, uma espécie de demónio controla o meu ser, a minha mente, o meu subconsciente, não consigo distinguir o correcto do impróprio, não sei quem sou ou o que faço aqui, sou uma alma sem rumo, uma mente sem porto de abrigo, um corpo que deambula no meio do nada, a procurar nada e a esperar nada.
Um nada que corrói, como um sangue sem plasma, um nada que nesta vida tem que ser tudo, um tudo indubitavelmente vazio, um contraste entre um nada que tem que ser tudo, e um tudo que é nada.
Se isto é viver, gostava de não viver, de ter uma mente vazia, um pensamento despreocupado e um coração vago demais para poder ser ocupado por irrefutáveis sentimentos. Não sou uma unidade, sou uma divisão, de um corpo e uma alma, e de um corpo dividido em células demais para que possam ser juntas.
Viver é desconcertante, sentir é caprichosamente difícil, existir é impossível.
Dinis 03\07\2011
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