Plágio é crime!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu Belo Planeta

Dislexia do coração, imprevisibilidade do ser, pensamento conturbado, ego irrecuperável, mente incompleta, mundo por acabar.

Dificuldade de integrar pensamentos no mundo real, vida quase sedentária, parasita de mente por imposição da sociedade degradada por valores fúteis, os reais valores éticos que foram base de impérios e decadência da podridão totalitarista, são hoje penúria de valores humanos.

Uniformidade de pensamentos, formatação de culturas, realidade quase irreal, pânico cultural, excluídos desta sociedade desenquadrada com a origem humana, e consequente perca de consciência, criação de um mundo próprio, onde o mal se torna o bem para a sociedade geral, e a morte o sacrifício necessário para despertar as massas.

Fundamentalismos, extremismos, palavras concebidas para um século de progresso civilizacional, para um século sem Ele que decidiu pedir a reforma, quando viu a raça dominante a controlar tudo o que necessitava, tendo desvalorizado o mais importante, o instinto humano de poder, fome de matar, de ganhar, de ser rei dos reis, de destruir o que outros constroem.

Ferreira 2011-07-25

sábado, 16 de julho de 2011

Amor Impossivel

Dói ver a tua mão a agarrar a mão que já me abraçou como meu inseparável, dói ver o teu toque perdido na imensidão do tempo, os teus lábios já perderam o valor, o teu olhar é anseio por a despedida.
A respiração fica demasiado ofegante para eu não reparar, os meus lábios tocam na tua cara, e sinto o teu coração a saltar, o teu corpo a tremer, a tua mão a hesitar entre ficar agarrada ao amor de interesse, ou agarrar o corpo daquele que amas.

Não consegues desviar o olhar de mim, ele beija-te, mas esses beijos sabem a pouco mais que aquela pastilha de morango que ele está a comer, continuas a olhar, ele já entendeu e ficou amuado, tu fervilhas por ires juntar-te ao nosso grupo. E finalmente dizes que vais á casa de banho, passas por mim e agarras-me a mão, no meio de tanta confusão ninguém vai notar, mas o teu aceleramento no coração denuncia-te, eu puxo-te, e finalmente volto a ter os lábios que sempre foram meus, mas andaram perdidos por uma boca pura demais para os ter.

17\07\2011

Dinis

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Devaneio de amor

Sai! Não te quero comigo, não és parte de mim, talvez sejas, mas uma parte de mim incompleta, és o diabo no meu corpo, um espírito que quer a minha alma, sai!
Não me venhas com céus estrelados, da noite só já retiro escuridão, as estrelas não passam de queimaduras solares nas orbitas dos olhos, não existe beleza nelas, são tão escuras quanto o resto.

Espera! Não vás, sim vejo o brilho, vem ter comigo, volta para o local que foi teu, desculpa ter-te expulsado, não vás por favor, as estrelas brilham, a noite não é escura, consigo ver tudo. Sim! És tu que vens ali, és aquela sombra, vem abraça-me, ocupa o lugar que sempre foi teu, vem! Está a ficar de dia, o sol vai ocupar o nosso lugar, vem e não vás!

07\07\2011

Dinis

Vamos ser povo!

Hipocrisia maligna afecta esta sociedade podre, o português Brasileiro ganha ao português de portugal, as minorias étnicas são defendidas com unhas e dentes, enquanto que o desgraçado comum tem que ganhar para as minorias estarem de papo para o ar todo o dia, não se aprova um pec4 no parlamento, e derruba-se um governo, por se ser demasiado pesado para o povo, para depois se por em prática um plano que prevê a redução para metade do subsidio de natal, fome de poder é o que eu chamo a isto.

Já chega de sermos hipócritas, vamos pegar na força inigualável que temos, vamos abanar consciências, vamos acabar com a estrutura podre desta sociedade acomodada a luxos do crédito capitalista, vamos acabar o fim das regalias para todos, vamos ser povo, por a primeira vez desde Abril de 74.

O pais é nosso, não dos senhores de Lisboa!

07\07\2011

Ferreira

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amor de loucos

És equação por resolver, guerra por ganhar, símbolo por desvendar, referência cruzada aos sentimentos por vezes emotivos demais para serem entendidos.

És um rosto que ilustra vezes demais um objectivo, és ganhar, mas acima de tudo perder, és palavra e sem saberes és cabeçalho da minha vida, actriz principal numa vida secundária, vontade invariante, esquema difícil demais para resolver.

És tudo isto, mas no fim acabas por ser incapacidade gritante de resolver casos insolúveis, és vida e acima de tudo alegria.

03\07\2011

Dinis

Mente inversa

Hoje sinto me fora da realidade, talvez seja por o ligeiro tom de álcool que me corre no sangue, talvez seja a minha mente a pedir mudança, ou o revelar de algo completamente obsceno.
O Diabo tomou conta de mim, uma espécie de demónio controla o meu ser, a minha mente, o meu subconsciente, não consigo distinguir o correcto do impróprio, não sei quem sou ou o que faço aqui, sou uma alma sem rumo, uma mente sem porto de abrigo, um corpo que deambula no meio do nada, a procurar nada e a esperar nada.

Um nada que corrói, como um sangue sem plasma, um nada que nesta vida tem que ser tudo, um tudo indubitavelmente vazio, um contraste entre um nada que tem que ser tudo, e um tudo que é nada.

Se isto é viver, gostava de não viver, de ter uma mente vazia, um pensamento despreocupado e um coração vago demais para poder ser ocupado por irrefutáveis sentimentos. Não sou uma unidade, sou uma divisão, de um corpo e uma alma, e de um corpo dividido em células demais para que possam ser juntas.

Viver é desconcertante, sentir é caprichosamente difícil, existir é impossível.

Dinis 03\07\2011

domingo, 3 de julho de 2011

A vida num ápice

Se a palavra louco sempre teve um tom juncoso, os dedos que escrevem estas poucas linhas não passam de mais um pedaço de escarna, e não representam mais do que uma simples mente que não consegue ver o mundo concreto, mas sim o mundo que criou por ele próprio, na sua perturbada mas fiel mente, que cria um mundo à sua medida, que o protege contra qualquer tipo de ameaça vinda do mundo real.
Se Freud viu para lá dos que os olhos conseguem ver, eu vejo só o que a mente me permite, o que a sociedade me impinge, nunca me permitindo ser um visionário mas sim um parasita inegável aos olhos daqueles que louvo como sendo Deus.
Se nasci para ser louco, que não seja louco atrás de uma camisa de forças, ou atrás das grades da realidade.
Se quando somos crianças construímos um mundo só nosso, onde mais ninguém entra, onde nós somos donos de todo o mundo, eu nunca deixei esse mundo, onde a fieldade é mais importante que a sanidade, onde os grandes morrem grandes, e os pobres de espírito morrem podres na sua ignorância que implementaram enquanto eram gente e conseguiam viver, sem a decadência do envelhecimento celular.
Se sou humano sou louco!